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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

os judeus

Tem dupla nova e anônima começando a rondar a cidade de São Paulo. Autonomearam-se "Os Judeus" e prometem um trabalho de intervenção urbana polêmico e bastante interessante. Seu alvo inicial: Hidichenópolis. Padrão: stêncil.

Tive a honra de ser o consultor da dupla. Os caras são fudidos. Vem coisa boa aí.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

novo grafitti - DA OBRA AO BAR. BÓRA, BARÃO?

mais uma session solitária - 07/05/2009
avenida nhandu, Jd.Saúde / SP


quinta-feira, 7 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

minha entrevista sobre a gripe suína / concurso cultural

Recebi anteontem da OMS a missão de criar um concurso cultural urgente, patrocinado pelos governos dos EUA, Méhico, Israel e Emirados Árabes. A peça desenvolvida consistia em incentivar o envio por SMS (teclando H1N1 ao custo de R$1,40) ou email, um novo nome para a gripe suína. Como prêmios, viagens aos respectivos países, máscaras, remédios e muito mais.

Nem preciso dizer que a promoção ganhou proporções jamais imaginadas e eu, agora, sou dado como especialista no assunto.

Segue a entrevista concedida hoje pela manhã a um importante veículo de comunicação de massa:

JD - COMO SURGIU A IDÉIA DA PROMOÇÃO?
GL - Funcionários da OMS e do governo norte-americano nos chamaram e disseram que gostariam de abandonar o termo "gripe suína" por entender que ele está confundindo as pessoas, fazendo com que acreditem que a doença possa ser adquirida pelo consumo de carne de porco, o que é incorreto.

JD - MAS HÁ UMA FORMA MELHOR DE DESCREVER A DOENÇA SEM LEVAR AS PESSOAS A TOMAREM INICIATIVAS INCORRETAS?
GL - Sem dúvida. As milhares de respostas criativas que recebemos em um único dia são prova disso.


JD- O SENHOR PODERIA CITAR UM EXEMPLO?
GL - Uma que gostamos muito foi "Gripe Asteca". É sutil, pois remete às raízes dos mehicanos, ao par que também lembra bisteca. Parabéns a todos.

JD - OS CIENTISTAS JÁ DESCOBRIRAM QUE A GRIPE É DE UMA CEPA NUNCA VISTA ANTES, UMA MISTURA DOS VÍRUS SUÍNO, HUMANO E AVIÁRIO, É VERDADE?
GL - é o que tudo indica até o momento, deve ter sido uma festa e tanto. Mas não posso fornecer mais detalhes, me desculpe.


JD - OS GOVERNO DO ORIENTE MÉDIO TAMBÉM ESTÃO RECLAMANDO BASTANTE, DIZENDO QUE ESSA DOENÇA É UMA OFENSA À SENSIBILIDADE DE JUDEUS E MUÇULMANOS. SUGERIRAM INCLUSIVE QUE A DOENÇA PASSE A CHAMAR "GRIPE MEXICANA". COMO JUDEU, O QUE O SENHOR TEM A DIZER?
GL - Verdade, eles fazem parte do pool que contratou nossa empresa. Imagine um rabino ou um mulá contaminados pelo vírus do porco. Não é kosher, eles tem razão. O problema é que se, por outro lado, chamarmos a doença de "gripe mexicana", a mesma rejeição ocorrerá por parte dos americanos. E ainda, se batizarmos de "gripe americana" ou "gripe yankee", todos os árabes vão querer pegar a doença e morrer como mártires e aí a contaminação fugirá por completo do nosso controle. É uma situação delicada, daí a importância do nosso concurso. Quanto à segunda parte da pergunta, como judeu só me ocorre dizer uma coisa: shalom!

JD - O DEPTO DE SEGURANÇA INTERNA AMERICANO SUGERIU CHAMAR A GRIPE PELO NOME CIENTÍFICO, "SURTO DE GRIPE H1N1". O QUE O SENHOR ACHA DISSO?
GL - H1N1??? Vão ler Hini, que lembra rim, rinite... até rino, que remete a rinoceronte. É um erro grave. Nomes científicos só servem para confundir a população. Ainda mais sob essa influenza de h4ck3rs, com letras e números juntos. Verdadeiros cocôs.

JD - ESTAMOS DIANTE DE UMA PANDEMIA? NÓS VAMOS MORRER?
GL - Pandemia eu não diria. Eu diria pindemia. Com pin. Ou enpindemia, como todos chamam. Quanto a morrer, sim, eu acho que talvez já possamos afirmar com 100% de certeza que todos nós em breve iremos morrer. Bom dia.

E aí? Mandei bem? Mande sua opinião, além da sugestão de nome para a gripe suína por SMS (digite H1N1) ou por email. Participe da promoção, prêmios incríveis! Viagens, máscaras e tamiflus aos primeiros colocados.

Valeu porcada! Cuidem-se.

Fio dental agora é obrigatório em Santos

Já que linguiças não transmitem gripe suína, vamos à notícia que nos afeta:


FIO DENTAL SE TORNA OBRIGATÓRIO NAS PRAIAS DE SANTOS.




Calma, vó. Pode desatolar a fralda. A lei que acaba de ser sancionada apenas obriga restaurantes e lanchonetes a disponibilizarem um dispenser do dito cujo nos banheiros.


Segundo o vereador que teve a idéia, palitos são anti-higiênicos pois, manuseados por funcionários e clientes, facilitam a proliferação das bactérias causadoras de endocardite e periodontite. Deveriam ser usados somente para pegar azeitonas e não para cutucar a genja.


Discordo. Palitos servem para mileoutras coisas. Eu mesmo já cansei de ganhar cerveja com eles.

1. equilibrando 2 palitos (um sobre o outro) na boca de uma garrafa + 2 garfos sobre os palitos. E balançando a mesa (vou publicar uma foto, aguardem);

2. prestando a minha homenagem particular ao avião tucano da FAB. Um truque simples, que consiste em girar um palito na ponta do nariz com um leve sopro tangencial projetado pelo lábio inferior. Até minha filha de 4 anos sabe fazer. Aprendeu com o pai a beber de graça, hein! (vou publicar o video também, aguardem);

Ok, palitos são escrotos às vezes. Eu mesmo já arranquei bifes de meses atrás das minhas panelas. No entanto, quantas vezes também pude demonstrar meu respeito à natureza e ao dono do bar, colocando os palitos de volta após o uso? Às vezes foi só uma limpadinha de unha. Se todos pensassem assim, o mundo seria mais solidário e mais verde. Um lugar melhor com certeza.

Agora, cá entre nós, tem coisa mais feia que assistir alguém colhendo couve por entre os molares? E as gatinhas que colocam a mão à frente do palitâmes? Tréz-chickens, costuma dizer um amigo boqueteiro. Botequeiro, aliás.

Só sei que na hora da fome, nada mal descobrir que a solução muitas vezes está mais perto do que você imagina. Bem ali na sua boca. Ou vai dizer que nunca comeu um suculento Teeth-Bone na vida?!

Eu adoro.


Obs - Fiscais santistas, sejam bem-vindos ao Grandslanches. Nosso dispenser já está à disposição. Fica junto ao mictório. Sirvam-se.

ps- dedicado ao meu amigo paulo renato palito.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Novo grafitti - TRÉPIDOS

Session 20/04/2009 .
Vila Mariana/SP
"Trépidos Sobscolta".

terça-feira, 14 de abril de 2009

o X do exemplo.

O mundo pode. O exemplo não pode.


Para se dar bem na vida, ou você é um talento ou trabalha pra cacete.

Michael Phelps e Usain Bolt são bons exemplos: dois talentos que trabalham pra cacete.

Eles nos devem desculpas.
Eles fumam maconha.

Michael Phelps come 15 ovos, 2 kg de macarrão e 2 pizzas inteiras. Todos os dias.
Usain Bolt come 6 kg de carne suína, 10 ovos, 20 batatas e 1 bolo de creme. Todos os dias.
Eles devem desculpas por isso?
Eles podem. Eles queimam tudo. Mas queimar, eles não podem.
Ninguém vai comer tanto para seguir o exemplo. Mas fumar depois de vê-los fumar, todos nós vamos. Claro.
Obesidade é hoje a maior causa de morte nos Estados Unidos.
Mais que a violência. Mais que todas as drogas juntas.
Todo filme americano tem café da manhã regado a bacon frito. Isso pode.
Pedido de desculpas... nem ao porco.
Na Jamaica, maconha é religião. Usain Bolt é jamaicano. Usain diz: "na Jamaica, maconha é religião". Qualquer jamaicano pode. Marley pode. Usain nao pode. Usain é exemplo.
Dois talentos raros. Dois trabalhadores. Dois vencedores. Dois exemplos. Dois coitados.
Hipocrisia pode? Deve.
Pode? Não pode.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

dois comerciais incríveis...

... e tristes, sobre o tema "violência".

O primeiro, que nem está no ar ainda, é da Grey London para a organizaçao Women's Aid - com Keira Knightley e direção de Joe Wright (o mesmo de "Desejo e Reparação").
Visto no Bluebus.


(tradução: Já não está na hora de alguém gritar "Corta" ? )


O segundo já é mais conhecido. Mas sempre é bom lembrar. Crianças vêem, crianças fazem.

Preconceito, abuso de força, violência. Mas o mais triste é saber que se alguém fosse capaz de inventar algo pior, não faltariam adeptos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

coisas que eu, o lasse e o woody allen temos em comum

3 judeus devotos da santa edit!

(espere até começar a parte do piano!!!)

Pra mim, é mentira que ele não toca nada. Mas...

terça-feira, 24 de março de 2009

URBAN CAMOUFLAGE AGAINST CRIME


Pro ladrão é só um jornal dobrado. Pra você, uma bolsinha cool!

Legal, né? 60 dólares. Design mite mite (http://www.mitemite.com.es/).

sexta-feira, 20 de março de 2009

pra fechar a semana

Bom, já que o grandslanches está de volta... mais um video lindo. Maravilhoso. Pra fechar a sexta feliz, em paz, com esperanças de uma semana melhor. Até segunda.


Ah! Esse video eu também "furtei" do blog da agência Fala! (www.agenciafala.com.br)
Valeu, Augusto.

quarta-feira, 18 de março de 2009

hakani

Na língua dos suruwaha, tribo intocada da Amazônia, Hakani significa "sorriso".

Nascida em 1995, filha de uma índia Suruwaha, nos primeiros dois anos de vida Hakani não se desenvolveu como as outras crianças – não aprendeu a andar nem falar. O cacique então começou a pressionar os pais para matá-la. Incapazes, preferiram o suicídio, deixando ela e seus 4 irmãos órfãos. A responsabilidade de sacrificar Hakani passou então para o irmão mais velho, que a-enterrou viva, conforme a tradição, numa cova rasa. O choro abafado de Hakani podia ser ouvido enquanto ela sufocava debaixo da terra.

Em muitos casos, esse choro dura horas até cair finalmente em silêncio profundo, mas para Hakani, esse silêncio nunca chegou. Alguém ouviu seu choro, arrancou-a da cova e colocou nas mãos de seu avô, que por sua vez levou-a para sua rede. Mas, como membro mais velho da família, ele sabia muito bem o que a tradição esperava dele.

O avô de Hakani tomou seu arco e flecha e apontou para ela. A flechada errou o coração, mas perfurou seu ombro. Tomado por culpa e remorso, atentou contra a própria vida, ingerindo uma porção do venenoso timbó. Hakani sobreviveu.

Tinha apenas dois anos e meio de idade, mas vivia como uma amaldiçoada. E sobreviveu bebendo água de chuva, mascando cascas de árvore, folhas, insetos e, ocasionalmente, algum resto de comida que seu irmão trazia. Até que, aos 5 anos, pesando 7 quilos e medindo 69 centímetros, um de seus irmãos a-levou até a casa de um casal de missionários.

Seis meses depois, Hakani já andava e falava. Mais 6 meses e seu peso e altura simplesmente dobraram. Hoje Hakani tem 12 anos.




A história de Hakani tornou-se um documentário. Logo abaixo, o trailer. Não assista se você é daquelas pessoas que passam mal. As cenas são fortes.



Mesmo sendo um documentário, as cenas dos "enterros" não são reais. São simulações feitas com bolo de chocolate esfarelado. No entanto, todos os índios do casting são sobreviventes desses rituais, ou então salvadores que correram o risco de morte para salvar seus irmãos, filhos, netos ou primos.

Se quiser saber mais ou fazer algo, acesse www.hakani.org

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

homens-mola

Cara, eu tô em débito com você. Não frequento mais meu próprio blog porque estou enfrentando como quase todo mundo essa crise braba mas... isso não é desculpa pra te abandonar, afinal, não é fácil conquistar pessoas qualificadas como você, e mesmo que essas pessoas sejam apenas uma, eu deveria fazer o póssível pra te trazer aqui de volta amanhã, depois de amanhã, depois e depois e depois.

São 2 videos. Eu piro. Espero que arranque o teu sorriso nessa breve fuga. Abraços, bejos, té amanhã.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ultimo post de 2008

Resolvi deixar uma última dica ou referência aos que gostam de arte nova: a obra genial de um grafiteiro que assina "blu" e que na minha opinião consegue manter sua frequência no topo e assim, ser tão brilhante quanto o Banksy.

Ele faz seus grafittis em muros (espalhados por todo o planeta), apaga, refaz, fotografa a sequência e edita, transformando seus painéis em animação. Genial. Para conhecer outros trabalhos desse cara, a página dele é: www.blublu.org

Segue abaixo uma amostra. Abs e tchau!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MEIA-DEVOLUÇÃO

Em meio à comoção provocada pelas enchentes de Santa Catarina e após o escândalo de que soldados e "voluntários" estavam furtando o que encontravam de melhor entre as doações, um agricultor de Santa Catarina que teve a casa devastada pelas águas encontrou - e devolveu - 20 mil reais que estavam no bolso de um casaco de pele doado na semana anterior.



Já a pele não foi possível devolver ao dono original.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

UNIVERSAL STUDOS

Cientistas alemães anunciaram hoje que...
... matematicamente falando, pode-se deduzir que...
... no centro da via láctea há um imenso buraco negro.

Um buraco que suga tudo, inclusive luz.
Por isso, na foto acima, onde deveria estar escuro - visto que é um buraco negro - está claro.
O nosso buraco negro tem massa equivalente a 4 milhões de sóis do tamanho do nosso.

E o sol tem massa equivalente a 333 mil planetas Terra.

Logo, nesse rombo cabem 1,33 trilhões de planetas Terra.

Considerando-se que o planeta hoje abriga 6,477 bilhões de pessoas...
...no nosso buraco negro caberiam fácil uns 8,614 bilhões de trilhões de gente como a gente!


Quando eu era criança e vi pela primeira vez a imagem
de uma galáxia, achei que aquilo era um ralo. E não é que é!

O que me leva a crer que eu acabo de descobrir uma nova galáxia.
Bem aqui na frente do Grandslanches.


E eu te batizo Via Mérdea.

Pode chegar, cabe todo mundo!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A CAMPANHA DE FALSAJUDA A STA CATARINA

O natal chegando, uma tragédia entre nós, as tvs, rádios e o público sedentos por sangue. Cenário perfeito.



Aí, por mais de uma semana, o jornal nacional e os demais deixam de lado a crise mundial e passam a dedicar todo seu esforço ao caos catarinense, pedindo doações e mostrando "a generosidade do povo brasileiro, tão pobre e tão solidário".

As emissoras mesmo nao doaram um caralho.

Então as celebridades começam a capitalizar.
O tenista bondoso, milionário, visita bombeiros e vítimas. Não doa nem uma bolinha. Mas pede doações.

Aí a modelo famosa, milionária, diz que a família toda é de lá, os amigos. Ela aparece na TV falando ao telefone com a mãe. Choram juntas em rede nacional. A gata não doa nem uma calcinha borrada, mas pede doações.

Então vários atores e atrizes e apresentadores começam a fazer o mesmo, pois viram que dá certo, valoriza o passe. Pedem doações e o povo doa. De preferência na frente das câmeras.

Clubes (milionários) de futebol não doam nem uma bola furada, mas viram postos de arrecadação.

Empresas emprestam caminhões, já é alguma coisa. Mas pedem que os funcionários doem parte do salário mínimo, comida, roupa. Eles doam de coração, porque sentem a dor alheia na própria pele. Poderia ter sido o morro deles, a casa, a família deles.

Construtoras se mobilizam. Pedem que os funcionários doem roupas, papéis higiênicos, comidas prontas, parte do décimo terceiro. Mas elas mesmas não doam nem um tijolo.

E as escolas particulares... nem um toco de lápis. Mas capitalizam: entram na disputa de quem arrecada mais, publicam notas em suas newsletters e malas-diretas, aproveitam o chamariz e criam uma promoção: "faça aqui sua doação e ganhe um desconto na matrícula".

Pilotos de fórmula 1, milionários, doam seus capacetes para leilão, pois tem sempre alguém disposto a pagar por eles. Ainda é pouco. Então um deles abre a carteira. Doa 50 mil e promove com alguns colegas a "corrida das estrelas". E pilotam felizes, envoltos em carenagens abarrotadas de patrocinadores que pagam mais de 50mil para estar ali, associados à causa e aos campeões. Mas o que vai para os desabrigados é apenas o arrecadado junto ao público, que lota as arquibancadas e assiste ao festival de ultrapassadas e derrapadas e xingamentos entre os bons vivants bonzinhos que depois da festa ainda ganham troféus. Que lindo.

E os jogadores? Por mais ignorantes que sejam e serão sempre, esses são verdadeiros bloodhounds na arte de farejar oportunidades. Eles saíram da merda há pouco, sabem o que é a vida mísera e assim como o mootley, precisam fazer alguma coisa. Começam declarando a quem quiser ouvir e filmar que não custa nada ajudar. Verdade. Aí fazem um jogo beneficente. E patrocinado. E revêem os amigos, batem uma pelada, são aplaudidos e ainda correm o risco de ser nomeados embaixadores da unicef. Para a torcida tá ótimo: sai mais barato doar 1 lata de sardinha que pagar ingresso. E tudo pela nobre causa de estancar a dor alheia.

Aí o estado afogado começa a gritar:

"pára de doar! não tem mais onde guardar essas merda toda! Pára!!!"

A chuva continua. Uma lama grossa e rubra segue jorrando em nossas telas high definhetion. O brasil solidário e generoso quer sangue.

E por falar em sangue. Alguém lembrou de pedir? Alguém pensou em doar?


CASACO DE PELE. CIRCO COM ANIMAIS. SAPATO DE COURO. CHURRAS.

Lá em casa nós não somos vegetarianos. Ainda não conseguimos e o nosso consumo de alimentos de origem animal (morto ou vivo), apesar de mínimo, ainda ocorre. Damos preferência a peixes do mar, iogurtes e ovos, mas isso não justifica nem diminui nossa culpa. De todo modo, não usamos pele além das nossas próprias. E criticamos quem o-faz.

Hipócritas então?

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Resolvi escrever porque ontem, numa zapeada básica, me deparei com aquele Ronaldoéisper elogiando os trajes de uma puta qualquer que usava um casaco de visom. Então aquela jaquicúri se manifestou. Mas por falta de argumentos calou-se em seguida, perdendo assim uma chance enorme de justificar sua presença na TV defendendo algo maior que a sua bunda, seus peitos, seus dentes e mostrando que não é só mais uma vagaBBBa.

Segue o diálogo (e acreditem, essa foi a íntegra):

éisper: - "Olha ela de visom... xiquérrima!"
jaquicúri: - "ôpa! ela esta usando casaco de pele animal! eu não uso pele animal! não usem pele!"
éisper: -"aé? então você não come vaca? você não come porco? você não come galinha? É tudo a mesma coisa, eles são feitos para morrer, tem nada demais, tem que usar pele sim porque é xíque!"

E pronto, acabou o diálogo.

Mas não deveria.

Usar pele não é chique. É cruel. Nós humanos subjulgamos todas as demais espécies, crendo que foram criadas para nos servir. Que são espécies inferiores.

Não existe matadouro ou frigorífico que ofereça uma morte digna a animal nenhum. Nem os kosher. Confinados, os animais tem sua musculatura atrofiada. Recebem uma alimentação pobre, cheia de hormônios, apenas para o engorde. Recebem choques elétricos. Têm as patas e cascos feridos. Os olhos vazados. São marcados com fogo. Mortos à marretada. Têm as tripas, couro, orelhas, chifres arrancados ainda em vida - muitas vezes diante das crias ou de outros da mesma espécie, para que sejam testemunhas oculares de seu próprio destino. Enquanto isso os algozes se divertem. Exatamente como faziam os nazistas.

Pra você que discorda ou quer saber mais sobre o assunto, segue a primeira parte do filme "Earthlings", ou "Terráqueos", em versão legendada para o português. Assista e chegue às suas próprias conclusões.

Earthlings - Parte 1



É isso. Se você é carnívoro,seja, mas seja também ao menos contra a crueldade humana. Não use pele, não compre nada de marfim, nem bichos empalhados, nem animais silvestres vivos contrabandeados, nada. Não apóie circo com bichos. Nem com pôneys nem com cães. Circo é lugar de gente e só.

E quanto à jaquicúri... é verdade, ela tentou. O certo é que faria mais efeito se ela virasse uma daquelas ativistas vestidas apenas com um cartaz à frente da boca.

É pouco pra ela? Ok, faça uma PETA.

sábado, 29 de novembro de 2008

FESTINHA DE SEXTA

Imagina que no meio da tarde chega um torpedo passando o endereço e a hora da festa de 30 anos de um dos teus melhores amigos. Você já sabe que será uma festa para poucos (porque nenhum de nós é cercado por muitos), mas todos gente boa, galera tranquila, parte da maioria. Turma normal.

A gente chega e o lugar não tem nem nome, só dois negões vestidos de branco, separando os vips dos não. A gente é da turma dos não, mas com nome na lista a gente entra.

O som tá bom. Vem de uma dupla de DJs que toca sem qualquer pretensão, pose ou mega-equipamentos. O lugar é simples, interessante. E a gente dança. Cheirão de maconha na pista. Não dá pra saber de quem é, todo mundo sorri. O lugar começa a encher. Encontro uns amigos das antigas, da época da faculdade. Reconheço alguns, sou reconhecido por outros. Não me sinto peixe fora d´água. Nem transpiro aos tubos. Tô legal. E a Fê, com os olhos ardendo do cigarro dos outros. Chorando e dançando.

Observo os que eu não conheço. Escuto o papo de alguns. Dois às minhas costas deduzem que "aquele ali deve ser hétero". Outros se perguntam entre si: "neogamas?" "Não, lewlaras".

Gays e publicitários por todos os lados. Os publicitários em maior número, são muito mais gays que os gays. E o Rô ali, curtindo. O dono da noite.

O Rô é meu brother do skate, do grafitti, de tudo. Meu brother de verdade. É o marido da Paulinha, japinha querida e maravilhosa, leitora n.3 desse blog e 200% responsável por trazer a mulher da minha vida pra bem perto de mim.

E o dj da festa... um francês. Por isso tinha tantos franceses na festa.

Não é um dj famoso. Só um cara de passagem pela cidade, promovendo seu filme "Be Kind, Rewind" - que estreou ontem mesmo em São Paulo. O mesmo cara que escreveu, dirigiu e ganhou o Oscar de roteiro com o filme "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças", com o Jim Carrey. Michel Gondry.

Ele também não era vip. Nem a gente. Só o Rô, a Paulinha e o tostex de mostarda com raíz forte, igual ao que eu comia na suiça e nunca encontrei por aqui.

Vip vaporub.